O que Aprendi com Harry Potter?



Há cerca de 2 meses, participei de um trabalho de conclusão de curso, cujo tema era o fenômeno Harry Potter. Ao final da apresentação, a aluna presenteou os professores envolvidos com o primeiro livro da saga do famoso bruxinho. Agradeci, mas, admito, não me animei a ler, uma vez que, até então, imaginava ser um tipo de leitura voltada aos adolescentes.

Poucos dias depois, vieram as férias e, com elas, uma imensa vontade de voltar minhas atenções para atividades que promovessem o lazer e o bem-estar. Destrocei de uma só tacada 3 livros que, durante meses, me aguardavam. Tanta sede fez com que, de repente, ficasse sem nada novo para ler. Até que, assim como uma coruja branca no meio de um monte de brochuras, algo começou a bater asas na minha estante... Será que eu encaro?

Tomei coragem, respirei fundo e comecei a folhear Harry Potter e a Pedra Filosofal. Engoli as páginas em poucos dias e sabe o que aconteceu? Além de ficar morrendo de vontade de saber o que acontece nas aventuras seguintes, me inspirou a ponto de desenvolver o tema central desse texto: a importância de ampliarmos nosso repertório cultural.

Uma das máximas no que diz respeito à construção de um repertório cultural é que todo tipo de informação merece a nossa atenção; seja qual for sua origem, erudita ou popular. Quando adotamos uma postura preconceituosa com um filme, novela, banda, seriado, etc, corremos o risco de não absorver aspectos curiosos e interessantes que poderiam, quem sabe, nos divertir e aumentar nosso conhecimento sobre um assunto. E para piorar, ficamos sem papo em conversas de bar.

Que fique claro: não estou tentando te convencer a se debruçar sobre Harry Potter. Calma, não é isso. Meu convite é outro: sugiro que peça recomendação a seu amigo sobre um livro que o marcou profundamente; pergunte a seu tio se há alguma música que fez parte de alguma fase importante da vida dele. Enfim, desenferruje (se for necessário) seu radar para as informações que estão à sua volta.

Enquanto curtia Harry Potter me impus uma condição: que eu me permitisse ler com a mente de um adolescente, sem me preocupar se aquelas linhas me serviriam para algo além do próprio ato de contemplar aquela história. Estava ali somente para me divertir. Já nos primeiros capítulos percebi o quanto a minha arrogância me impediu, até aquele momento, de saber mais sobre Quadribol, Sonserina, Grifinória e do temível... Você-Sabe-Quem..., melhor não falar, né?

Há uma moral, implícita na narrativa da autora J. K. Rowling, que transcende o uso dos poderes e truques mágicos ensinados em Hogwarts: toda informação é valiosa. Uma história, como Harry Potter, 50 tons de cinza, Comer Rezar e Amar ou Crepúsculo, por exemplo, pode até não nos agradar, mas é importante que saibamos o motivo pelo qual ela alcançou tanta repercussão. Não julguemos sem conhecer, não é mesmo?

O que assimilamos de novo numa pesquisa pode se tornar conhecimento e ser incorporado ao repertório, que, por sua vez, contribui para pensar criativamente, sobretudo, nos momentos em que nos é exigido conceber soluções originais. Quem tem mais repertório possui, obviamente, maior capacidade de enxergar novos pontos de vista e sair do lugar comum.

Por fim, gostaria de deixar uma provocação: que tal tirar o preconceito de sua estante e aproveitar qualquer tempo disponível para elevar sua bagagem cultural a novos patamares? Tenho certeza de que, se afiarmos nosso olhar, encontraremos muito material acessível digno de ser apreciado com o devido carinho.  Que a resistência ao novo possa ser colocada numa “Câmara Secreta” bem distante do menosprezo que nos paralisa de ter acesso às novidades.

Victor Mazzei
Publicitário e Consultor de Treinamentos Corporativos
Psicoespaço Ltda.



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