Feliz Talento Novo!


“Com gente é diferente”, de Eugenio Mussak, foi um dos últimos livros que li em 2015. Sem dúvida, uma obra relevante ao tratar temas ligados à gestão de pessoas. No entanto, um ponto em especial me provocou: sobre os talentos que dispomos. Segundo Mussak, talento não é dom e não surge do nada. Isso significa que para ser bom em alguma coisa, precisamos desenvolver com afinco e disciplina uma habilidade até alcançar a excelência.

Todos nós temos um amigo virtuoso em alguma área: um que é bom em vários idiomas; uma que é fera em ilustração; tem também aquele que dá show em tudo quanto é esporte. Pois é, de acordo com o autor do livro, se isso aconteceu é porque essas pessoas investiram parte do tempo disponível envolvendo-se plenamente com essas atividades.

Particularmente, acho essa abordagem extremamente interessante e democrática. Pensar que existem “escolhidos” com qualidades extraordinárias é, necessariamente, não reconhecer todo esforço que eles empreenderam para se desenvolver. É como chegar para esse colega que fala fluentemente 3 línguas e comentar: “você tem o dom de ser poliglota, né”. Dom??? Como assim? Se ele é capaz, isso se deve muito mais à dedicação em alcançar esse objetivo do que ter sido “contemplado” com uma espécie de dádiva, sem qualquer mérito.

E quanto a nós? O que devemos fazer então para encontrar nossos talentos? Primeiro, nos permitir experimentar novas oportunidades na vida. Por exemplo: se inscrever em novos cursos, conhecer mais sobre outras atividades profissionais, tirar a mente do conformismo para colocá-la em um estado de constante aprendizado. Menos tempo mergulhado em redes sociais mediadas por computadores e mais redes sociais presenciais, com gente interessante das mais diversas formações.

Muitas vezes, reclamamos do rumo que nossa vida está levando, mas somos incapazes de mudar de rota, quando necessário. Eis o perigo do “deixa a vida me levar”. O início da transformação passa pela conscientização de que nada será possível sem suor e disciplina para descobrir, quem sabe, uma nova habilidade, pela qual você seja reconhecido e que também te satisfaça enquanto criador. 

Pessoas talentosas possuem a combinação entre a vontade de evoluir, paixão por aprender e entregar algo que dê sentido à própria existência. Agem como se cada trabalho fosse único e o último. Por que não podemos ter isso para nós? Basicamente, porque não nos permitimos viver essa situação, culpando, coitado, o destino e os dons distribuídos tão injustamente entre as pessoas. Não é mesmo?

Nós sabemos que nesse período de férias e recesso que se aproxima, recostar-se no sofá tende a ser nosso maior desejo. Diria até que somos merecedores de uma folga. Só não podemos ser escravos perpétuos do marasmo. Uma chance que nos damos para conhecer algo novo pode, quem sabe, ampliar nossos horizontes profissionais e afetivos. 

Fim de ano costuma ser um momento para muitas reflexões. Que a busca pela descoberta de nosso talento (ou nossos vários talentos) esteja entre as resoluções do ano novo. E que no próximo ano, possamos correr mais riscos. Risco de sermos mais felizes, mais plenos, termos mais história para contar. Risco de deixar no nosso legado algo memorável, fruto do nosso talento.

Sem dúvida, novos talentos estão aí à espera para serem revelados e, posteriormente, lapidados. Você está disposto a encontrá-los e conduzir sua vida para um novo caminho? O mundo espera que sua resposta seja “sim”. Não permita que roda que faz girar seu potencial criativo pare de ser reinventada. Feliz 2016.

Victor Mazzei
Publicitário e Consultor de Treinamentos Corporativos
Psicoespaço Ltda.



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